Ontem visitámos o Palácio da Pena.
Tarefas:
1º - Lê as seguintes informações e recorda, em conjunto com o teu par, o que aprendeste durante a visita;
2º - Faz uma síntese das informações tendo em conta as seguintes questões orientadoras e as informações dadas :
a) Onde está situado o Palácio da Pena?
b) Quem o mandou construir e em que século?
c) Porque é que foi mandado construir?
d) Qual o seu aspecto/forma?
3 º - Acrescenta à síntese o que, na tua opinião, é a parte mais bonita do Palácio da Pena;
4º - Transcreve a síntese para os comentários e publica-a;
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O Palácio da Pena localizado na serra de Sintra nem sempre teve o aspecto de actualmente:
- No século XVI, D. Manuel I mandou construir o convento de madeira para a Ordem de São Jerónimo;
- No século XVIII, um raio destruiu parte da torre, capela e sacristia;
- Pouco tempo depois, com o terramoto de 1755 o mosteiro caiu em ruínas. Apenas o altar-mor da capela permaneceu intacto.
- O jovem príncipe D. Fernando II (rei consorte porque casou com a Rainha Maria II, em 1836) ao visitar a serra pela primeira vez avistou as ruínas. Como era um homem muito culto e com uma educação muito cuidada, o futuro Rei Fernando II depressa se apaixonou por Sintra; Em 1838, D.Fernando adquiriu o velho convento, a cerca envolvente, o Castelo dos Mouros , quintas e matas circundantes. Iniciou logo a seguir obras de consolidação do velho convento, dotando-o de novos acessos em túnel.
- Em 1840, D. Fernando II decidiu ampliar o Convento, de forma a construir um verdadeiro paço acastelado romântico, residência de verão da família real portuguesa. O novo projeto foi encomendado ao barão Guilherme von Eschwege.
- Pensou, igualmente, em mandar plantar um magnífico parque, com as mais variadas, exóticas e ricas espécies arbóreas. Desta forma, Parque e Palácio da Pena constituem um todo magnífico.
- A obra decorreu rapidamente e estaria quase concluída entre 1847 e 1852, segundo o projeto do alemão, mas com intervenções decisivas, ao nível dos detalhes decorativos e simbólicos, do príncipe.
Características
- Quase todo o Palácio assenta em enormes rochedos, e a mistura de estilos com outras sugestões artísticas como a indiana é verdadeiramente intencional.
- Durante a construção, apesar de se manter a estrutura básica, foram feitas alterações em quase todos os vãos. O arco ladeado por duas torres, recebeu uma decoração em relevo a imitar corais.
Sobre ela, uma janela, recebeu na sua base, uma figura de um ser meio-peixe, meio-homem, saindo de uma concha com a cabeça coberta por cabelos que se transformam num tronco de videira. Este conjunto, conhecido por pórtico do Tritão, foi programado por D. Fernando, que o desenhou como uma alegoria à criação do mundo e parece representar em termos simbólicos a teoria dos «quatro elementos».
- O conjunto das diversas guaritas, o desnivelamento dos terraços, o revestimento com azulejos neo-hispano-árabes, são elementos significativos.
- A planta do edifício é bastante irregular e está condicionada por uma construção ali preexistente – a Capela de Nossa Senhora da Pena – e ainda pela topografia. O resultado é um núcleo sensivelmente quadrangular, organizado à volta do claustro e um outro alongado.
A concepção dos interiores deste Palácio para adaptação à residência de verão da família real valorizou os excelentes trabalhos em estuque, pinturas murais e diversos revestimentos em azulejo do século XIX, integrando as inúmeras colecções reais.